Entre, leia e ouça-me...
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domingo, 8 de agosto de 2010

Manifesto de Amor

Shh!
Não deixo toda essa intensidade se esvair pelas palavras!

Por Camille Lyra

terça-feira, 20 de julho de 2010

Quarto Escuro

Pensamentos.
Culpa.
Mentiras.
Raiva.
Palavras, vãs palavras.
Guardo-as para mim.
Fico assim, sem dizer o porquê...

Lágrimas, lágrimas vazias.
Só, solidão.
E mais lágrimas...

Perdão.
E preciso perdoar também.
Esquecer o que havia em mim...

Silêncio, mas um silêncio inteiro.
Pronto para recomeçar,
Quando o dia chegar mais uma vez...

Por Camille Lyra

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Da Parte De Lá

Aqui,  é  tudo
sempre    lindo
e  tão  perfeito
como  se fosse
perdurar   pelo
tempo .  Mas é
que  ainda  não
se descobriu o
 anestésico que egostar-se-á enfim; e,
quando a dor voltar pungente,
eu sei aonde tudo
isso vai
dar



Por Camille Lyra

Depois de toda esta euforia,

 os    s o r        r  i   s    o    s            e                                          a
a       l       e       g          r           i                a
                        s                                                                            e
e
      s   
    
              v 

                    a               
                           
                           e
                
                                     m
                                          
                                            .
    
                                                  .
                                                                                                                                
                                                         .





 Por Camille Lyra

domingo, 23 de maio de 2010

Sonetinho Clichê

Na ausência tua, meu amor,
Eu, perdida, não sei o que fazer;
A distância tua, minha dor,
Eu a sinto tão amiúde, sem saber por quê;

Ainda que outra face me confronte,
Não encontrarei nela o esquecimento teu;
Eternamente, tu serás meu horizonte;
Ainda que distante, rente ao alcance meu;

A lua vem e passa sua escuridão,
Então enfim, a noite amanhece;
Luz cálida, mas meu coração esmorece;

A sede da presença tua, insaciada até então;
De que maneira meu desamparado ser
Há de viver sem ter teu coração?



Por Camille Lyra

segunda-feira, 17 de maio de 2010

De Pai Para Filha

- É mesmo um mundo triste esse, minha filhinha ...
- Ah, Papai, por quê? Por que precisam ser tão frios, os dias? Eles sentem-se sozinhos, e não têm com que se aquecer!
-Ah minha querida, é você quem precisa aquecer-lhes o coração. É para isso que eu te chamei primeiro.
-Mas Pai, olhe pra mim... eu? Eles nuna vão me levar a sério, eu sou pequena demais. Eu nada tenho que possa valer aos olhos deles... Sou a menor entre aqueles sábios com quem ando, sou ainda a que mais erra, Paizinho...
-Mas eu não te escolhi porque você é grande, filhinha, nem mesmo por ser a mais sábia! Eu te chamei porque vi seu coraçãozinho tão frágil, quebradiço. Vi que você era pequenininha, e, quando estava triste e sozinha, eu te abracei e cuidei de você.
- Mas Pai, por que o senhor fez assim? Para que te sirvo eu, assim, em tamanha pequenez?
 -Porque, minha filha, Eu sou aquele que abre ou não os olhos daqueles que dizem não me ver, e que ensina o sábio, mesmo em seu ceticismo. Sou eu quem vai até mundo, e não é o mundo que pode me alcançar. Escolhi você, porque verão que uso quem quero, não pelo seu poder ou sua influência, mas todo o coração resiste ou não, através do meu parecer.
- Ah, Papai... eu tenho medo de dizer! Juro que vi muitas vezes quem precisasse, mas eu não pude, não achei palavras que pudessem alcançar.... - ponho-me a chorar
- Amada minha, porque choras?
- Pai, é por amor! Foi o Senhor quem me deu esse amor! Foi o Senhor quem me ensinou a amar, até mesmo aqueles que desconheço na intimidade, outros ainda que nunca conheci pessoalmente! Ah Pai, não é de pena, mas de amor que choro! O Senhor já sabe disso...
- Mas fale, querida, que me importa te ouvir dizer...
- Eu só queria que essas pessoas fossem alcançadas, Papai! Não peço que seja pela religião, de modo algum; mas que elas saibam, de alguma forma, que nada acontece, sem que o Senhor planeje ou permita. Preciso que elas saibam que há alguém olhando por elas. Ah Pai! Eu sei que o Senhor chora comigo, sempre que me entristeço... por isso, não os deixe pensar que estão sozinhos! Lembra das pessoas que aprendi a amar, Papai.. eu me lembro, agora mesmo, de cada um deles! 
- Filhinha amada, lembra do livro que te dei ?
- Lembro sim, o que tem ?
- Então lembra daquela passagem, que diz que eu amei o mundo de tal maneira, que dei meu Filho único, para que todo aquele que crer em mim não pereça, mas tenha a Vida?
- Sim, Papai...
- Dou-lhe uma dica, meu amor; mas que você nunca se esqueça que na hora devida, eu te direi exatamente o que dizer e mais, eu o direi através de você.
- Obrigada, Papai! Obrigada, porque eu tenho certeza de que o Senhor não se esquecerá de nenhum deles! Mas então, o que ia mesmo me dizer ... ? 
-Diga-lhes que a Vida já é aquela que começa aqui, e agora ...

Esmorecer

Sou criança que corre,
E, no mundo passando,
Por entre as árvores vejo cores ao verde,
De flores que escolhi  por salientarem-se;
Poeto para elas, de tão belas que são;
E então, vejo que em mim nada há:
Não há cor e não há cheiro algum;
Apenas o vulto repentino, que um dia passará;
As cores das pétalas, porém, essas persistem em ressurgir depois das estações ...

sábado, 15 de maio de 2010

Fluir

Eu sou criança que corre livre
Por entre as árvores,
Levantando as folhas secas;
Sou na essência de um vento que sopra
Além daqui, por entre as árvores;
Sou, ao suspirar do vento, resfolegando;
Não mais aqui, mas mais além, para além das árvores.




quinta-feira, 13 de maio de 2010

abstinência

Há tanta dor na ausência. Há o desgaste da impaciência:
A incerteza, o desaprender, o incompreeder...
Would you? And what if I begged, while this silence still, just to hear you say no?
A saudade é o avançar das ondas, em vão.
Não quero falar, não quero pensar: nada mais importa; tudo que eu quero é você!

Dedicatórias dispensáveis....
Por Camille Lyra
Dedico, também, ao Betinho, que achou nesse texto letras que são palavra apenas para poucos...

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Inpherno

Aquele "bum-bum" ressoava através das paredes como se um elefante estivesse dançando balé atrás daquela porta. Uma porta comum, como outra qualquer, mas, o que quer que estivesse atrás dela, eu já não podia imaginar. Seria muito mais do que eu esperava? Só sei que aquilo ali dentro era o resto da minha vida.
Durante nossa história, fazemos sempre muitas escolhas: café com pão ou Nescau com Maizena, e outras
coisas sérias, como se devo ou não comprar a casa, se é ela a garota ou não, se permaneço assim ou tento ser alguém melhor...enfim, isso aí, atrás da porta, é resultado de uma escolha minha.
Agora eu podia ouvir gritos, pareciam de horror, e risadas maléficas e... um gemido! Eu tenho certeza de que ouvi! Era difícil definir, com o som de milhares de pancadas surdas em algo que soava como uma madeira, às vezes pareciam disparos, também. Então tive medo e, naquele momento, me arrependia de ter escolhido aquele caminho.
- Colega, essa aí é a sua mesmo.
- Eu sei, eu sei. Só... tomando coragem  para entrar... - respondi ao funcionário de camisa banca, tentando me mover.
Então eu encarei a porta azul,  e tentei não ouvir a gritaria de uma multidão, que parecia ser formada por umas mil vozes, ignorei os estrondos que vinham lá de dentro e fechei os olhos. Segurei a maçaneta preta, respirei, e então abri a porta do destino que tracei para mim mesmo.
- Como é que é ?! Vocês não podem ficar quietos por 15 minutinhos, enquanto eu não chego ? Só porque eu atrasei não quer dizer que essa baderna aqui seja permitida! O próximo que der mais um pio está fora de sala ! Chega !
...agora acertem essas fileiras, por favor, e vamos abrir o livro na página 47 ...



Redação da Prova. Nota: 5/5 

Quem sou eu

Minha foto
Camille Lyra. O nome fala muito da feição, tanto na sua significância quanto na sua origem; já o sobrenome faz jus à escrita predileta da autora. Sempre curiosa demais, sonhadora demais, ambiciosa demais, romântica demais, intensa demais. E, daquilo que exceder tudo isso, faço poesia.