01/09
- Faz bem jus ao título você aqui travando diálogos consigo mesma. Vim te fazer companhia, posso?
- ATÉ parece que você faria isso pra valer. Me fazer companhia... pff! E o título não é por isso, nadaaver. É pela forma como eu me sinto, não pelo modo como estou pensando agora.
- Ei, eu já sentei ao seu lado pra valer, tá?! E você se lembra muito bem disso. Não pode esconder nada de mim aqui dentro, bobinha. Vê se para de doce, quisso me irrita. Homem não gosta dessas coisas.
- E você quer que eu seja o quê? Dada?! Mas não mesmo! Nem apaixonada, nem bêbada, nem insana, nem pela possibilidade efetiva de ter você.... tá, quem eu estou enganando aqui? Já disse mais do que deveria antes. Já apressei as coisas. Troquei os pés pelas mãos. Droga, não deveria ter contado a você, não deveria...
- Porra, quer parar de se auto flagelar? Que saco!
- Tá vendo? Nem aqui você me suporta...
- Eu te suporto sim. Não quero é ver você se perder em uma idealização tola. Nem mereço isso tudo. Não mereço essa imensidão toda nas suas lágrimas. Não quero você por aí, chorando pelos cantos da noite por minha causa. Não há necessidade disso. É o que é e ponto. Você vai me esquecer, terá sido só um sonho mau e pronto, passará. Vai ser melhor assim.
- Mas eu não quero o que vai ser, eu quero o que é melhor. E eu até deixo você me chamar de hedonista, se mudar de ideia...
- Não vou me aproveitar de você só porque bebeu uns copos a mais de paixão. Putz. Essa metáfora ficou uma porcaria.
- É, eu esperava menos e mais de você. Menos porque eu queria que você se aproveitasse de mim, e mais porque a metáfora está uma merda mesmo. Principalmente pelo personagem que você representa aqui.
- Olha, você é linda, charmosa, inteligente, mas não vou...
- QUER PARAR COM ISSO?
- O que foi?!
- Você NÃO tem o direito de ficar repetindo o que ele me disse. Se quisesse levar um fora, procuraria falar de verdade com ele, de novo.
- Mas é verdade. Você é isso. E muito mais. Não fomos só eu e ele quem disse isso. E você sabe disso.
- Dane-se se é verdade ou não! PO! Nem aqui você me leva a sério?? EU NÃO ESTOU APAIXONADA POR VOCÊ! EU SÓ QUERO CURTIR!! Está bom assim? Se eu fosse uma puta você me beijaria? Você foge de mim só porque meus lábios diriam verdades? - Não, não seriam absolutas. Eu sei que você não acredita nelas - Eu só quero que seja infinito enquanto dure..
- Ou enquanto..
- Cala a boca! Não quero ficar rindo sozinha das suas piadas. Isso é tão estúpido!
- A paixão é estúpida, querida.
- Eu sou estúpida mesmo! Estúpida é essa conversa maluca. É estúpido eu querer você da forma como eu quero. eu me conter tanto perto de você. Céus, haja auto controle...
- Noooossa, que menininha mais safada!
- Me poupe, tá ?
- Você às vezes é tão ácida. Sabia que isso deve te afastar dele na vida real?
- Não posso ser 'docinha' o tempo todo. Você sabe que quando você, quando ele está perto... Bom. Você sabe. Eu não posso sair fazendo o que bem entendo lá. Nem com ele.
- Sei. Mas não precisa fingir que ele/eu não existe/o.
- E VOCÊ QUER QUE EU TE LEMBRE COMO EU FICO QUANDO EU SEI QUE ELE EXISTE?
- Não precisa. Seu escândalo é auto explicativo.
- Sabe. Eu podia acabar com tudo isso agora mesmo.
- Ahhhh! Pelamordedeus! Me poupe dos devaneios mórbidos... você sendo dramática já me dá bastante trabalho. Depressiva não, por favor!
- E você acha mesmo que eu perderia minha vida por isso? Pff.. Isso não passou nem pela minha cabeça (só agora, né? affe!). Não seria tão idiota a esse ponto. Não me sinto TÃO insana assim. Eu disse que se eu quisesse, eu voltava atrás. Eu posso. Tudo isso é evitável. Mas eu não quero voltar.
- Você comeu merda? Se livra logo de mim e para de sofrer. Deixa disso.
- Foi você quem disse que um pouco de angústia faz bem também. Não que eu não soubesse disso antes, afinal você não me ensina tanta coisa assim além daquilo que você tem que ensinar. As lições sobre a vida eu já tinha ouvido quase todas antes.
- Você está completamente louca.
- E não me orgulho disso. Mas qualquer coisa com você é melhor do que antes. Sofrer com você é melhor do que lembrar do passado. Melhor do que esperar o passado vir pousar no futuro. É que eu já não posso mais ver voo algum. Não tenho esperança alguma. Estava caindo. Agora, já estou mesmo é no inferno com você.
- Isso porque você gosta de mim....
- Você não é nem de longe perfeito como o passado. Você não chega aos pés dele. Você é a criatura humanizada que vem me seduzir na sua imperfeição, me anestesiar, enfim. Sofrer por você é anestesia para a minha dor. E você é lindo, por dentro e por fora. Mas a gente escolhe sim quem ama E eu não amo você. Só que preciso de você. Eu preciso me perder em você. Não parar me livrar das minhas noites de solidão, você não é solução alguma. Você é um desvio. Mas a sua solidão repele meus pesadelos. Eu desejo cuidar de você. A sua intensidade me faz esquecer de mim. Os seus olhos, é como se eles fossem quebrar a qualquer momento na ressaca desse oceano de angústia que você carrega. A sua angústia também não é maior que a minha. Mas é mais instigante. Você é uma caixinha de emoções e sentimentos tão delicada, sempre a ponto de abrir e trazer algo imprevisível lá de dentro.
-...
- E eu anseio fazer parte da sua solidão. Acariciar a sua alma humana imensa. Penetrar na sua essência e me perder no clichê que é você. Estudar isso, que te faz tão peculiar, o fato de você ser tão humano, tão frágil, tão hipócrita, tão triste, tão imperfeito. Perfeitamente imperfeito. Eu preciso dissecar o seu coração, só para descobrir o quanto você é razão, o quanto você é emoção. Não quero só o que você tem a me ensinar. Quero aprender em você. Quero aprender você. Me deixa?
-...
- Tudo agora é diferente. Nada é agora como era antes. Os princípios mudaram, desde que me dei conta de que estava totalmente imersa neste jogo. E é assim que me sinto insana. Não, eu não me reconheço aqui dentro. Sou o que antes não era e era o que agora não sou. Sou eu em você, querido. Sou eu. Me deixa entrar, por favor...
Entre, leia e ouça-me...
terça-feira, 7 de setembro de 2010
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Eu em mim
Emfim,
este é o meu corpo
Flor que amadureceu
Estalo os dedos
é sonho
Respiro fundo
é brisa
Estendo os braços
é asa
Driblo as falhas
é voo
Esperança resolvida,
Verso que ficou pronto
Meu corpo é assim
Olho o seu rosto,
misterio
Ouço sua voz,
estrangeira
Cheiro o seu suor,
lembranças
Sinto sua pele...
sou eu
Sou eu,
para a dor e o prazer
para o sabor e o saber
para a emoção de viver:
Viagem tão companheira...
Sou eu sim,
Sou eu assim,
Sou eu enfim
com meu corpo em mim !
este é o meu corpo
Flor que amadureceu
Estalo os dedos
é sonho
Respiro fundo
é brisa
Estendo os braços
é asa
Driblo as falhas
é voo
Esperança resolvida,
Verso que ficou pronto
Meu corpo é assim
Olho o seu rosto,
misterio
Ouço sua voz,
estrangeira
Cheiro o seu suor,
lembranças
Sinto sua pele...
sou eu
Sou eu,
para a dor e o prazer
para o sabor e o saber
para a emoção de viver:
Viagem tão companheira...
Sou eu sim,
Sou eu assim,
Sou eu enfim
com meu corpo em mim !
Por Gabriel Natan Lyra de Espanha, 11 anos
O irmão, amigo e, pelo visto, poeta...
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
Fiz Dele Razão ... (O Diário de Ela - II)
27/08
É como se eu tivesse acabado de jogar todas as verdades do mundo em uma descarga. Por água abaixo. Tudo, não há mais nada.
E isso aqui não é um desabafo. Eu não preciso contar a ninguém. Eu não precisava contar a você. Você não precisava saber, não. E eu não queria contar. Não fui eu. Foi ele o culpado. Foi o coração. Maldito. Foi ele...
Isso aqui é um pulo. Ia dizer no escuro, mas não poderia ser mais claro: Acabou.
De repente, o que eu chamava de expectativa, dúvida, a dor de desejar, de não saber, tudo isso tornou-se obsoleto. E, ao mesmo tempo, não. Não porque, apesar da minha vergonha, -ah, a gafe!- eu disse o que guardava em mim. Fui eu quem disse. Eu sou assim. Não sei prender dentro de mim coisas que me fazem intensa, inteira.
E eu não poderia viver diferentemente disso. Eu não sei não agir conforme o que sinto. Essa liberdade me aprisiona quando me liberta. Eu não poderia não ser você em mim. Isso é o que é. É o que sou. Não conseguiria respirar longe da minha essência, carrego uma alma comigo. Agora, uma alma machada por você. Para sempre.
"Você é só uma criança..."
Falar do meu querer é tão vago. Eu também não consigo compreender. Não entendo. Não, eu não queria querer. Mas não pude evitar a tempestade de sentimentos, pensamentos que vieram sobre mim. Alagada. Molhada. Está tão frio aqui... vai me deixar aqui? Sou só ...
- Eu não quis isso tudo, não. E nem você quer, nunca nem sonhou com isso. Eu e a minha cabeça palerma.... como foi que eu pude imaginar algo mais do que só estar perto? Como foi que eu permiti achar-me suficiente?
"Não, querida, você não é." Eu nunca serei. E obrigada por não dizer, foi condescendente ...como foi que eu pude me enxergar ao seu lado? Como?
- Ahahahaha ! Não... ah, não! Como se já todo este desastre não bastasse, eu fui além: eu quis ter você só para mim. "Sua egoísta.", ou talvez você me dissesse: "Sua louca. Louca, desvairada!". Mas sim, eu quis. Sim, querido, ainda quero... mais que tudo. Quero o suficiente para voltar no tempo e fazer tudo novamente. De novo.
"Would you? And what if I begged, while this silence still, just to hear you say no?"
-Ahh, mas que absurdo! Sua menina má! Má ! O que foi que você fez, ein?!
O que foi que você fez...?
- Eu, eu ....
-O que foi que você fez?
- Eu...
- O que é que você está fazendo?
- EU ME APAIXONEI!
"Você subverteu o que era um sentimento e assim
Fez dele razão pra se perder
No abismo que é pensar e sentir"
Fez dele razão pra se perder
No abismo que é pensar e sentir"
É como se eu tivesse acabado de jogar todas as verdades do mundo em uma descarga. Por água abaixo. Tudo, não há mais nada.
E isso aqui não é um desabafo. Eu não preciso contar a ninguém. Eu não precisava contar a você. Você não precisava saber, não. E eu não queria contar. Não fui eu. Foi ele o culpado. Foi o coração. Maldito. Foi ele...
Isso aqui é um pulo. Ia dizer no escuro, mas não poderia ser mais claro: Acabou.
De repente, o que eu chamava de expectativa, dúvida, a dor de desejar, de não saber, tudo isso tornou-se obsoleto. E, ao mesmo tempo, não. Não porque, apesar da minha vergonha, -ah, a gafe!- eu disse o que guardava em mim. Fui eu quem disse. Eu sou assim. Não sei prender dentro de mim coisas que me fazem intensa, inteira.
"Quem é mais sentimental que eu?
Eu disse nem assim se pôde evitar..."
Eu disse nem assim se pôde evitar..."
E eu não poderia viver diferentemente disso. Eu não sei não agir conforme o que sinto. Essa liberdade me aprisiona quando me liberta. Eu não poderia não ser você em mim. Isso é o que é. É o que sou. Não conseguiria respirar longe da minha essência, carrego uma alma comigo. Agora, uma alma machada por você. Para sempre.
"Você é só uma criança..."
Falar do meu querer é tão vago. Eu também não consigo compreender. Não entendo. Não, eu não queria querer. Mas não pude evitar a tempestade de sentimentos, pensamentos que vieram sobre mim. Alagada. Molhada. Está tão frio aqui... vai me deixar aqui? Sou só ...
- Eu não quis isso tudo, não. E nem você quer, nunca nem sonhou com isso. Eu e a minha cabeça palerma.... como foi que eu pude imaginar algo mais do que só estar perto? Como foi que eu permiti achar-me suficiente?
"Não, querida, você não é." Eu nunca serei. E obrigada por não dizer, foi condescendente ...como foi que eu pude me enxergar ao seu lado? Como?
"Eu só aceito a condição de ter você só pra mim
Eu sei, não é assim, mas deixa
Eu só aceito a condição de ter você só pra mim
Eu sei, não é assim, mas deixa eu fingir e rir. "
Eu sei, não é assim, mas deixa
Eu só aceito a condição de ter você só pra mim
Eu sei, não é assim, mas deixa eu fingir e rir. "
- Ahahahaha ! Não... ah, não! Como se já todo este desastre não bastasse, eu fui além: eu quis ter você só para mim. "Sua egoísta.", ou talvez você me dissesse: "Sua louca. Louca, desvairada!". Mas sim, eu quis. Sim, querido, ainda quero... mais que tudo. Quero o suficiente para voltar no tempo e fazer tudo novamente. De novo.
"Would you? And what if I begged, while this silence still, just to hear you say no?"
-Ahh, mas que absurdo! Sua menina má! Má ! O que foi que você fez, ein?!
O que foi que você fez...?
- Eu, eu ....
-O que foi que você fez?
- Eu...
- O que é que você está fazendo?
- EU ME APAIXONEI!
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Sentimentalismo Exarcebado (O Diário de Ela - I)
24-25/08
Como se fossem uma lança transpondo-me a devoção, seu olhos perfuram a minha essência. Sou desnudada pelo seu olhar, invadida por ele. Um olhar soberbo, arrojando-me sobre um oceano verde sem-fim, infinito.
Ah, o desejo! O anseio por possuir tais águas cristalinas inclina-me o querer sobre o segredo, torna-se translúcido perante os olhos seus. Transparece em mim o almejo de fluir nas águas de meu amor; almejo tê-las só minhas, almejo entregar-me a elas num sentimento intenso e profundo, afiado como a lamina trespassada em meu coração.
Entretanto, lanço-me nos braços seus somente em meu silêncio gritante. Guardo as palavras, num egoísmo imenso, sem revelar-lhe o gozo do qual desfruto em sua presença magnífica.
Ahhh... o prazer que eu quis primeiro, ao descobrir naquele oceano a fonte de minhas insanas ideias. Elas feitas de um desfrutar suave, como a carícia de uma pena, e bruto, na emoção aflorando pela intensidade de um desejo amiúde.
É por compreender o cliché de todo impulso meu nascido em ondas sagradas, vindas daquele verde intransponível, que tranquei toda declaração, toda verdade, todo querer em meu não-dizer, tão caro para minha alma.
Temo qualquer desprezo por mim que possa brotar no dono do olhar profuso. Temo perder a chance de tentar, por não tentar. Temo errar e não mais ser livre para arriscar passos na direção de seu colo seguro.
Ah, a angústia! A angústia desse querer platônico sobrepõe todo pensamento outro, que não venha exaltar as vozes de minha paixão fascinante, ébria. Eu só penso nele.
Eu quero a ele mais do que desejo fazer grandes estas palavras. Sei que ele ama palavras até mais do que eu mesma, mas as palavras são apenas palavras, palavras e palavras. Anseio a sensação verídica - como percebo o vento tocando minha face-, anseio pela carícia verossímil de suas mãos- e assim saber que é o vento soprando sobre mim-, anseio pela luta verdadeira de nossos lábios, um pelo outro. Anseio mais que meus pensamentos, mais do que puros sentimentos.
Como se fossem uma lança transpondo-me a devoção, seu olhos perfuram a minha essência. Sou desnudada pelo seu olhar, invadida por ele. Um olhar soberbo, arrojando-me sobre um oceano verde sem-fim, infinito.
Ah, o desejo! O anseio por possuir tais águas cristalinas inclina-me o querer sobre o segredo, torna-se translúcido perante os olhos seus. Transparece em mim o almejo de fluir nas águas de meu amor; almejo tê-las só minhas, almejo entregar-me a elas num sentimento intenso e profundo, afiado como a lamina trespassada em meu coração.
Entretanto, lanço-me nos braços seus somente em meu silêncio gritante. Guardo as palavras, num egoísmo imenso, sem revelar-lhe o gozo do qual desfruto em sua presença magnífica.
Ahhh... o prazer que eu quis primeiro, ao descobrir naquele oceano a fonte de minhas insanas ideias. Elas feitas de um desfrutar suave, como a carícia de uma pena, e bruto, na emoção aflorando pela intensidade de um desejo amiúde.
É por compreender o cliché de todo impulso meu nascido em ondas sagradas, vindas daquele verde intransponível, que tranquei toda declaração, toda verdade, todo querer em meu não-dizer, tão caro para minha alma.
Temo qualquer desprezo por mim que possa brotar no dono do olhar profuso. Temo perder a chance de tentar, por não tentar. Temo errar e não mais ser livre para arriscar passos na direção de seu colo seguro.
Ah, a angústia! A angústia desse querer platônico sobrepõe todo pensamento outro, que não venha exaltar as vozes de minha paixão fascinante, ébria. Eu só penso nele.
Eu quero a ele mais do que desejo fazer grandes estas palavras. Sei que ele ama palavras até mais do que eu mesma, mas as palavras são apenas palavras, palavras e palavras. Anseio a sensação verídica - como percebo o vento tocando minha face-, anseio pela carícia verossímil de suas mãos- e assim saber que é o vento soprando sobre mim-, anseio pela luta verdadeira de nossos lábios, um pelo outro. Anseio mais que meus pensamentos, mais do que puros sentimentos.
sábado, 21 de agosto de 2010
Um Momento de Nós Dois
Quero-te sempre, sempre! - o coração palpita;
Pois, certamente, a alma é preenchida pelo nosso amar;
E a tua luz, invadindo o meu rosto, brilha;
Embriagados imploram por ti os meus olhos-de-mar;
Comovendo-me, o teu corpo e o meu aproximando;
Aos beijos profundos, os teu beijos adoçados;
Mas o teu olhar sobre mim aguardando:
Um toque e as linhas de minha face contornadas;
Teus olhos, teus olhos, tão intensos em minha canção,
Serão as estrelas para o nosso luar surreal;
Quando em teu abraço eu me deito, então,
O tempo rende-se, teu e meu, imortal;
A harmonia toca para cada sentimento;
Cada batida em teu peito, o suspirar
Ilustrando o ritmo utópico deste momento;
Eu subexisto, você ascende;
Em sua plenitude o sonho agora e,
Se esta finda eternidade vir a falecer,
Ainda contigo eu irei permanecer.
Pois, certamente, a alma é preenchida pelo nosso amar;
E a tua luz, invadindo o meu rosto, brilha;
Embriagados imploram por ti os meus olhos-de-mar;
Comovendo-me, o teu corpo e o meu aproximando;
Aos beijos profundos, os teu beijos adoçados;
Mas o teu olhar sobre mim aguardando:
Um toque e as linhas de minha face contornadas;
Teus olhos, teus olhos, tão intensos em minha canção,
Serão as estrelas para o nosso luar surreal;
Quando em teu abraço eu me deito, então,
O tempo rende-se, teu e meu, imortal;
A harmonia toca para cada sentimento;
Cada batida em teu peito, o suspirar
Ilustrando o ritmo utópico deste momento;
Eu subexisto, você ascende;
Em sua plenitude o sonho agora e,
Se esta finda eternidade vir a falecer,
Ainda contigo eu irei permanecer.
Por Camille Lyra - 2008
domingo, 8 de agosto de 2010
quarta-feira, 28 de julho de 2010
Mãos Estendidas
As suas mãos trêmulas, como concha que estivesse
Acima daqueles olhos seus, suplicantes.
Olhos sofridos, em sua tão jovem face;
Cravados, fundos, distantes ...
Seu rosto encardido, a poeira de uma curta história.
Lameado: o resultado de capítulos desventurados.
Seria melhor poder inventar uma simples paródia;
Que escondesse todos os versos famintos e surrados.
As suas palavras sujas de pobreza (tristeza),
Pedindo por novas estrofes trocadas no bolso.
Só quer fugir de seu conto, pobre conto faminto;
Só quer fingir, como criança que é, que não é verdade....
Clamava, gritava.
Onde estava quem iria dizer que não se pode fugir da verdade ?
Onde estava quem iria mudar sua realidade ?
Quem não acha melhor negar à criança o direito de sorrir ?
O brilho, querendo nascer depois da dor.
A esperança, querendo sobreviver à dor.
Seus traços tristes, esperavam por um favor:
Suas mãos estendidas, pediam por uma nova poesia do Autor ...
Assinem !
Um bilhão de pessoas sofre de morte crônica: dê-lhes uma nova poesia de vida!
1billionhungry.org Friends
Acima daqueles olhos seus, suplicantes.
Olhos sofridos, em sua tão jovem face;
Cravados, fundos, distantes ...
Seu rosto encardido, a poeira de uma curta história.
Lameado: o resultado de capítulos desventurados.
Seria melhor poder inventar uma simples paródia;
Que escondesse todos os versos famintos e surrados.
As suas palavras sujas de pobreza (tristeza),
Pedindo por novas estrofes trocadas no bolso.
Só quer fugir de seu conto, pobre conto faminto;
Só quer fingir, como criança que é, que não é verdade....
Clamava, gritava.
Onde estava quem iria dizer que não se pode fugir da verdade ?
Onde estava quem iria mudar sua realidade ?
Quem não acha melhor negar à criança o direito de sorrir ?
O brilho, querendo nascer depois da dor.
A esperança, querendo sobreviver à dor.
Seus traços tristes, esperavam por um favor:
Suas mãos estendidas, pediam por uma nova poesia do Autor ...
Por Camille Lyra
Assinem !
Um bilhão de pessoas sofre de morte crônica: dê-lhes uma nova poesia de vida!
1billionhungry.org Friends
terça-feira, 20 de julho de 2010
Um Tantão de Amor
Há um tanto de palavras inquietas;
Esse tanto de palavras que quer pular
Dentro dos versos, e as emoções espoletas,
Espontaniedade que rege-me ao poder falar...
Há um tanto de palavras cordiais;
Esse tanto de palavras que almeja gritar,
Expressando todo o meu amor em estrofes leais
Aos sentimentos, aqueles que por vezes esqueci-me de expressar...
Não basta escrever sobre quanto eu amo-te;
Também espero alcançar-te, com cada proceder
Tocando-te, ao perceberes em mim quanto preciso de ti...
E me deleito em ter tamanho prazer;
Nos teus abraços, nos teus carinhos...
Meu privilégio, Papai, é aprender a amar alguém como Você ...
Esse tanto de palavras que quer pular
Dentro dos versos, e as emoções espoletas,
Espontaniedade que rege-me ao poder falar...
Há um tanto de palavras cordiais;
Esse tanto de palavras que almeja gritar,
Expressando todo o meu amor em estrofes leais
Aos sentimentos, aqueles que por vezes esqueci-me de expressar...
Não basta escrever sobre quanto eu amo-te;
Também espero alcançar-te, com cada proceder
Tocando-te, ao perceberes em mim quanto preciso de ti...
E me deleito em ter tamanho prazer;
Nos teus abraços, nos teus carinhos...
Meu privilégio, Papai, é aprender a amar alguém como Você ...
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Da Autora,
Sobre a Criança
Quarto Escuro
Pensamentos.
Culpa.
Mentiras.
Raiva.
Palavras, vãs palavras.
Guardo-as para mim.
Fico assim, sem dizer o porquê...
Lágrimas, lágrimas vazias.
Só, solidão.
E mais lágrimas...
Perdão.
E preciso perdoar também.
Esquecer o que havia em mim...
Silêncio, mas um silêncio inteiro.
Pronto para recomeçar,
Quando o dia chegar mais uma vez...
Culpa.
Mentiras.
Raiva.
Palavras, vãs palavras.
Guardo-as para mim.
Fico assim, sem dizer o porquê...
Lágrimas, lágrimas vazias.
Só, solidão.
E mais lágrimas...
Perdão.
E preciso perdoar também.
Esquecer o que havia em mim...
Silêncio, mas um silêncio inteiro.
Pronto para recomeçar,
Quando o dia chegar mais uma vez...
Por Camille Lyra
terça-feira, 6 de julho de 2010
Despedida
Você, eu te amo. Mais que tudo, tudo mesmo.
- Não vê ? Por você eu me contradigo, me desfaço por inteiro. Por você eu me reconstruo para ser o que você bem quiser de mim....
Cada lágrima, cada uma passa ardendo em meu rosto agora, mas eu não me arrependo delas. Cada uma delas insiste em amar você, em um silêncio solene e muito sóbrio, cientes de que persistir é a única opção: para fazerem valer a genuidade do olhar onde nasceram, e para moldar seus ideais na face que percorrem.
A dor de te perder é também a força que me impulsiona a te reconquistar, e então conquistar o mundo, para você e para mim. O Amor não está além da paixão, sublime e passageira ? Então me permito amar você, fazer passar o tempo - maldito tempo - enquanto eu persisto todos os dias decidindo viver de um amor devoto e sem-fim, assim, de uma intensidade insondável e um tanto secreta - você vai se esquecer de mim.
Mas como o Criador pode negar algo assim ? Ele que é Pai de todos e nosso Pai, que ensinou que amar é dar a vida - e que quase nunca significa morrer -, é dar a vida. Eu, então, dou a minha vida a você, Você. Seja lá o que isso for.
- Faço assim: espero. Mas espero sonhando com o dia em que o Autor desse livro, livro chamado Vida, há de nos conceder um ao outro, como conquista depois das milhas em um Amor percorridas, com perseverança. Isto é, se eu ainda for quem você quer ao seu lado.
Mas sua correspondência, no fim, pouco me importará. É que o Amor chega a um ponto, insano momento, em que esse é independente do outro. Sim, meu coração há de caminhar sem seus braços equilibrando-o um dia, depois que eu for. Entendo que também é preciso que ele caminhe sozinho para perder o medo de perder e ficar mais forte, para durar para sempre, para você, Você.
Então, adeus...
- Não vê ? Por você eu me contradigo, me desfaço por inteiro. Por você eu me reconstruo para ser o que você bem quiser de mim....
Cada lágrima, cada uma passa ardendo em meu rosto agora, mas eu não me arrependo delas. Cada uma delas insiste em amar você, em um silêncio solene e muito sóbrio, cientes de que persistir é a única opção: para fazerem valer a genuidade do olhar onde nasceram, e para moldar seus ideais na face que percorrem.
A dor de te perder é também a força que me impulsiona a te reconquistar, e então conquistar o mundo, para você e para mim. O Amor não está além da paixão, sublime e passageira ? Então me permito amar você, fazer passar o tempo - maldito tempo - enquanto eu persisto todos os dias decidindo viver de um amor devoto e sem-fim, assim, de uma intensidade insondável e um tanto secreta - você vai se esquecer de mim.
Mas como o Criador pode negar algo assim ? Ele que é Pai de todos e nosso Pai, que ensinou que amar é dar a vida - e que quase nunca significa morrer -, é dar a vida. Eu, então, dou a minha vida a você, Você. Seja lá o que isso for.
- Faço assim: espero. Mas espero sonhando com o dia em que o Autor desse livro, livro chamado Vida, há de nos conceder um ao outro, como conquista depois das milhas em um Amor percorridas, com perseverança. Isto é, se eu ainda for quem você quer ao seu lado.
Mas sua correspondência, no fim, pouco me importará. É que o Amor chega a um ponto, insano momento, em que esse é independente do outro. Sim, meu coração há de caminhar sem seus braços equilibrando-o um dia, depois que eu for. Entendo que também é preciso que ele caminhe sozinho para perder o medo de perder e ficar mais forte, para durar para sempre, para você, Você.
Então, adeus...
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Quem sou eu
- Camille Lyra
- Camille Lyra. O nome fala muito da feição, tanto na sua significância quanto na sua origem; já o sobrenome faz jus à escrita predileta da autora. Sempre curiosa demais, sonhadora demais, ambiciosa demais, romântica demais, intensa demais. E, daquilo que exceder tudo isso, faço poesia.