Meu coração está engaiolado
Quer transbordar num voo!
Mas prenderam-no em meu peito
Mas por que este desplante?
Façam-me uma toracotomia!
Libertem o coração libertino!
Deixem, pois, ele partir!
Deixem...
Deixem que ele se derrame naquela esquina...
Deixem que ele faça serenatas naquela janela...
Deixem ele, taquicárdico, ao penetrar naquele pequeno quarto....
Deixem ele imerso naquele lado do colchão...
Deixem ele escrever poesias e até pintar um quadro...
Deixem que ele faça as malas, que ele diga que finalmente encontrou uma paixão...
Deixem-no, deixem-no ir por aí, entregue aos quatro ventos...
(ele há de voltar para mim,
ele há de descobrir, enfim,
que não existe amor
que seja tão fácil
assim.)
Entre, leia e ouça-me...
domingo, 2 de junho de 2013
quinta-feira, 14 de março de 2013
Receita para Cuidar de um Chato
Coração cheio
de palpites,
de impulsos,
de ti.
Mãos escravas
do Coração,
do Amor,
da Poesia.
Mãos rebeldes
empunhando palavras que
rasgam o peito e
entregam-lhe o Coração:
encharcado de alma,
de mim;
é teu, todo teu.
dê-lhe doses diárias de Poesia.
de palpites,
de impulsos,
de ti.
Mãos escravas
do Coração,
do Amor,
da Poesia.
Mãos rebeldes
empunhando palavras que
rasgam o peito e
entregam-lhe o Coração:
encharcado de alma,
de mim;
é teu, todo teu.
dê-lhe doses diárias de Poesia.
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
Costela
Eis aqui o meu mundo, mas
Não sugues das árvores a sua seiva;
Não arranques as flores dos jardins;
Não seques os rios de águas doces;
Não semeies aquilo que não quererás colher;
Não maltrates os animais:
(Deixa em paz os passarinhos!)
As formigas, não lhes atrapalhes o árduo trabalho;
As borboletas, adore-as lepidopteramente;
Os felinos, não os intentes jamais dominar!
Os botos, guarda-lhes os segredos;
Derrota os montros, as bruxas e os fantasmas;
Vence os cavaleiros maus e sombrios;
Desbrava os oceanos, descobre os continentes;
Ama as sereias e salva as donzelas, cresce Herói;
Comanda os exércitos, torna-te General;
Cuida de tua casa, age como seu Senhor;
Sê magnífico em tudo, sê Príncipe;
Domina os povos, sobe o trono Rei;
Medeia as guerras, faz-te Imperador;
Namora a Princesa, casa-te com a Rainha;
A Imperatriz, desafia-lhe a desvendar teu nome!
E talvez, então, Adão, eu lhe devolva a tua costela ...
Não sugues das árvores a sua seiva;
Não arranques as flores dos jardins;
Não seques os rios de águas doces;
Não semeies aquilo que não quererás colher;
Não maltrates os animais:
(Deixa em paz os passarinhos!)
As formigas, não lhes atrapalhes o árduo trabalho;
As borboletas, adore-as lepidopteramente;
Os felinos, não os intentes jamais dominar!
Os botos, guarda-lhes os segredos;
Derrota os montros, as bruxas e os fantasmas;
Vence os cavaleiros maus e sombrios;
Desbrava os oceanos, descobre os continentes;
Ama as sereias e salva as donzelas, cresce Herói;
Comanda os exércitos, torna-te General;
Cuida de tua casa, age como seu Senhor;
Sê magnífico em tudo, sê Príncipe;
Domina os povos, sobe o trono Rei;
Medeia as guerras, faz-te Imperador;
Namora a Princesa, casa-te com a Rainha;
A Imperatriz, desafia-lhe a desvendar teu nome!
E talvez, então, Adão, eu lhe devolva a tua costela ...
domingo, 3 de fevereiro de 2013
Você me fala do fim (15/06/2011)
Você me disse que o grande lance
está em viver intensamente cada dia, mesmo sabendo que há de haver o fim. Eu
digo, então: depende. Acho válido o seu dito, mas ainda discordo dele.
Vamos começar com a seguinte
pergunta: que história é essa de que VAI ter fim? É claro que você logo divagará
a respeito da inevitabilidade da Morte, o austero emblema do fim, que os alfas só
têm sentido se há os ômegas, etc. No entanto, será que a morte é, de fato, a
única certeza predeterminada? Será mesmo que a morte já está predestinada? E
como você diz isso? Por analogias? Vai
dizer que a Morte constrói o homem? Você optaria por Ela se pudesse ser eterno?
Vai dizer que a maior missão do homem ao longo dos tempos não tem sido driblar
o beijo frio dessa negra Senhora?
Eu digo que a Morte talvez cesse
os impulsos correndo ao longo do músculo cardíaco, talvez a esperada Senhora já
tenha apagado as luzes dentro das mentes mais brilhantes que o mundo já
conheceu; mas a vida permanece em quem fica. O homem deixa seu legado na permanência
memória, em quem amou, em seus escritos, em imagens, em músicas, em tudo o que
ele constrói.
Vai dizer que Vinícius de Moraes morreu?
Mário Quintana? Machado de Assis? Anne Frank? Marthin Luther King? Mozart?
Chopin? Beethoven? Debussy? Descartes?
Tolkien? Aristóteles? Freud? Nem Hittler morreu…
Ser humano não é ser vazio, mas
cheio de vida, cheio de vidas, um coletivo que só morre quando há o
esquecimento. Portanto, posso dizer que a verdadeira morte é o esquecimento. É
possível, sim, olhar a vida de forma que a Morte não signifique o fim. Por isso, acho
que essa essa sua história de destino, de que vai-sim-senhor, que tem-que-ser,
é furada.
Relacionamentos vão até onde vai o
comprometimento humano (aliás, tudo na vida é assim). Saber disso, na verdade,
é o grande lance. Não é que seja tudo um belo e fofo conto de fadas, quase tudo
realmente termina. O cupido se zanga, os santos não batem gente se cansa, as
forças se esgotam, a paixão acaba, a chama apaga; o homem é falho e por isso é
finito.
Concordo com você que há nobreza
em fazer o melhor diante da certeza do fim, mas me incomoda essa convicção,
essa bola de cristal, esse tarô, essas cartas que dizem que nada é relativo,
que as coisas são até que.
O seu realismo certamente dá um
banho no meu romantismo. É que, apesar das constantes, a matemática não seria
nada sem os xis e os ypsilons. Considerando que o seu personagem e o meu
concordem que se fez infinito enquanto durou, o que nos faz diferentes é a
motivação. Seu personagem fez o melhor, apesar de saber do fim; o meu o fez a
fim de perdurar. Quanta angústia há em
amar alguém à espera do fim? Como não temer o fim do Amor?
segunda-feira, 14 de janeiro de 2013
Branca
- Durma bem, minha filhinha.
Eu vou te amar para sempre.
Fecho os olhos e te imagino:
Eu te vejo correndo pelas nuvens,
Mordendo os calcanhares de Deus,
Roendo as estrelas,
Implorando pelo seu pãozinho
Debaixo da mesa de café dos anjos,
Debaixo da mesa de café dos anjos,
Latindo para a lua,
Incomodando os vizinhos,
Talvez até namorando...
Eu te vejo branca,
Eu te vejo, Branca.
Sinto a falta tua, Branca.
Restaram-me estes teus lacinhos,
Coloridos que eram sobre o teu branco-branco,
Coloridos não mais que os teus olhos suavemente azulados,
Olhos que te confirmavam como propriedade celeste!
Foi, então, a hora de te retornar ao Dono,
Fico agradecia pela extasiante visita,
Que seja mais forte do que todos os dias tristes
A lembrança da alegria com que iluminavas essa casa
Que permaneça em meu peito uma brancura tal como a tua,
Que permaneça em mim eternamente as tuas brancas memórias....
Restou-me este silêncio.
Eras todo barulho da casa,
Eras uma linda música,
Eras minha canção branda, Branca...
Fostes minha canção, minha melhor amiga,
Minha primeira, minha lindinha
Meu bebê, minha filhinha,
Meu bem, meu amor,
Meu presente, minha branca,
Minha Bia,
Minha, Bia.
Te esquecerei jamais.
segunda-feira, 10 de dezembro de 2012
"Here is to life, death, love and colors..."
Meu coração repousa
No topo duma montanha longínqua
A mais alta, a mais bela
A mais imensa, a mais poética
Meu coração pacífico
Pulsa e então inunda
A grande montanha mavı
Que é então pintada kırmızı
Eu penso nas cores
kırmızı e mavı
Tão opostas, mas ali,
Na montanha gelada, tão íntimas...
Meu calor kırmızı
Sobre teu frio mavı
Meu sangue é lava
Teu peito é gelo
Eu penso nas cores opostas...
Tão próximas, apesar de tão distantes
Ou tão distantes, apesar de tão próximas?
A verdade é que tudo são cores...
Eu penso kırmızı
Você, mavı
Haverá como misturá-las tal como em aquarela?
Seremos os dois, enfim, mor?
Na verdade, as cores são tudo.
Uma Breve Lembrança à Morte, de Markus Zusak ...
terça-feira, 4 de dezembro de 2012
Das Páginas do Meu Diário
Eu não sou um livro em branco. Tenho essas dezoito páginas rabiscadas, escrevinhadas, improvisadas, redigidas. A minha caligrafia poucas vezes adorna o papel. Sou humana e na vida real não existe liquid-paiper. Apesar disso, minhas humildes 18 páginas têm histórias para contar.
Algumas páginas estão manchadas de tristeza. Eu chamo essas manchas de lágrimas, há quem chame de silêncio e há quem chame de esquecimento. Há também aqueles que passam a escrever por cima desses borrões no texto, uma pena. É possível até que por cima haja um belo desenho, mas o autor nunca se esquecerá que seu bonito desenho está a esconder uma tristeza.
Eu prefiro dar às lágrimas o seu espaço. Vão, distorçam a tinta que vocês tiverem que distorcer. Ainda assim, fui eu quem escrevi. Cada uma dessas manchas me ensina que a dor existe para (de)lapidar a alma. Façam, pois, o que têm que fazer: firam, despedacem, manchem-me as belas palavras. Apenas terminem logo com isso. Há de restar um pedaço de alma aqui e ali. Um dia, eu costumo dizer, essa alma restante será um diamante. Um daqueles que brilham lá no céu.
Eu sempre amei o céu à noite. Sou apaixonada pela Lua, chamo-lhe de Cheshire, porque me apaixonei pelo seu sorriso. Penso nela como esse grande gato gordo e sinto-me numa encruzilhada qualquer no País das Maravilhas. Sua dona, a Rainha de Copas, bem me disse que não se pode conquistar nada com lágrimas. Nada de formar, pois, lagoas com a tristeza. Sábio conselho.
É por isso que não guardo mágoas e procuro não afogar todos com o meu chororô. O rancor é, no entanto, mais como um oceano que se forma, tempestuoso, e cujas tormentas afogam tudo que há pela frente. Quanto amor já não morreu afogado por aí? Que crime terrível seria matar afogada tanta vida que ainda há!
Há também os medos, que me fazem chorar, mas os quais enfrento quando preciso. Há muitas criaturas medonhas pelos bosques e, à noite, os fantasmas surgem. As bruxas más do Leste e Oeste vêm para desenhar, marcar e tatuar as minhas páginas, e preciso enfrentá-las, quem escreve a minha história sou eu, não elas! Se tenho medo? Claro! Mas não existem corajosos que não tenham medo nas histórias da vida real. Aliás, não há heróis na vida real, há apenas um espantalho, um homem de lata e um leão covarde que eventualmente ajudam-me pelas estradas de tijolos amarelos.
Algumas páginas estão manchadas de tristeza. Eu chamo essas manchas de lágrimas, há quem chame de silêncio e há quem chame de esquecimento. Há também aqueles que passam a escrever por cima desses borrões no texto, uma pena. É possível até que por cima haja um belo desenho, mas o autor nunca se esquecerá que seu bonito desenho está a esconder uma tristeza.
Eu prefiro dar às lágrimas o seu espaço. Vão, distorçam a tinta que vocês tiverem que distorcer. Ainda assim, fui eu quem escrevi. Cada uma dessas manchas me ensina que a dor existe para (de)lapidar a alma. Façam, pois, o que têm que fazer: firam, despedacem, manchem-me as belas palavras. Apenas terminem logo com isso. Há de restar um pedaço de alma aqui e ali. Um dia, eu costumo dizer, essa alma restante será um diamante. Um daqueles que brilham lá no céu.
Eu sempre amei o céu à noite. Sou apaixonada pela Lua, chamo-lhe de Cheshire, porque me apaixonei pelo seu sorriso. Penso nela como esse grande gato gordo e sinto-me numa encruzilhada qualquer no País das Maravilhas. Sua dona, a Rainha de Copas, bem me disse que não se pode conquistar nada com lágrimas. Nada de formar, pois, lagoas com a tristeza. Sábio conselho.
É por isso que não guardo mágoas e procuro não afogar todos com o meu chororô. O rancor é, no entanto, mais como um oceano que se forma, tempestuoso, e cujas tormentas afogam tudo que há pela frente. Quanto amor já não morreu afogado por aí? Que crime terrível seria matar afogada tanta vida que ainda há!
Há também os medos, que me fazem chorar, mas os quais enfrento quando preciso. Há muitas criaturas medonhas pelos bosques e, à noite, os fantasmas surgem. As bruxas más do Leste e Oeste vêm para desenhar, marcar e tatuar as minhas páginas, e preciso enfrentá-las, quem escreve a minha história sou eu, não elas! Se tenho medo? Claro! Mas não existem corajosos que não tenham medo nas histórias da vida real. Aliás, não há heróis na vida real, há apenas um espantalho, um homem de lata e um leão covarde que eventualmente ajudam-me pelas estradas de tijolos amarelos.
Labels:
Da Autora,
Sobre a Criança
segunda-feira, 5 de novembro de 2012
Acalanto
Descansa, príncipe.
É vero, bem sei
Teu caminho no tempo é distante...
Deita teu olhar exausto no meu, constante
Derrama, enfim, tua alma profusa e absconsa
Enxugá-la-ei, precisa, com minha trança...
Dorme, anjo.
Jaze em meu seio
Como se fosse nuvem,
Ouve as carícias como um acalanto
Baila, então, por entre o sonho etéreo,
Enquanto acalmo as tormentas de teu pranto...
Sonha, querido.
Veleja tranquilo,
Eu sou o vento.
Beijarei teu firme fronte,
Despetar-te-ei como a Estrela
Eu sou teu horizonte.
Amanhece, amante.
Eu sou ressaca,
Dá-me teu coração:
Eu também sou praia,
Dá-me, pois, teu coração...
Fá-lo-ei protegido,
Nas conchas de minhas mãos!
É vero, bem sei
Teu caminho no tempo é distante...
Deita teu olhar exausto no meu, constante
Derrama, enfim, tua alma profusa e absconsa
Enxugá-la-ei, precisa, com minha trança...
Dorme, anjo.
Jaze em meu seio
Como se fosse nuvem,
Ouve as carícias como um acalanto
Baila, então, por entre o sonho etéreo,
Enquanto acalmo as tormentas de teu pranto...
Sonha, querido.
Veleja tranquilo,
Eu sou o vento.
Beijarei teu firme fronte,
Despetar-te-ei como a Estrela
Eu sou teu horizonte.
Amanhece, amante.
Eu sou ressaca,
Dá-me teu coração:
Eu também sou praia,
Dá-me, pois, teu coração...
Fá-lo-ei protegido,
Nas conchas de minhas mãos!
terça-feira, 11 de setembro de 2012
Yours to keep
Eu sou teu passarinho!
Amanhecerei todo dia em tua janela
pois vi, amor, you set me free
When we play, when we laugh
When you hold me tight
When we love 'til the sun rise...
Eu sou tua tatuagem:
que tu ne peux pas comprendre
toutes les couleurs, toutes le nuances
Mas que habita luzindo em teu olhar,
que salta imensa em teu peito,
que mergulha profundo em tua alma...
Eu sou teu livro...
com quem passas as tardes de Domingo,
tão imerso em contos sem-fim.
I'm a child, I'm your little baby
Je suis grande, je suis ta femme
Eu sou amada, eu sou tua namorada...
I'm a pleasant music, I'm your sweet harmony
Je suis une danse à minuit, je suis tout tes mouvements
Eu sou poesia, eu sou o teu tempo:
Suddenly, we're every rime, every song...
Toujours, nous sommes la écrasant passion!
Agora, tu e eu somos além do tempo...
Amanhecerei todo dia em tua janela
pois vi, amor, you set me free
When we play, when we laugh
When you hold me tight
When we love 'til the sun rise...
Eu sou tua tatuagem:
que tu ne peux pas comprendre
toutes les couleurs, toutes le nuances
Mas que habita luzindo em teu olhar,
que salta imensa em teu peito,
que mergulha profundo em tua alma...
Eu sou teu livro...
com quem passas as tardes de Domingo,
tão imerso em contos sem-fim.
I'm a child, I'm your little baby
Je suis grande, je suis ta femme
Eu sou amada, eu sou tua namorada...
I'm a pleasant music, I'm your sweet harmony
Je suis une danse à minuit, je suis tout tes mouvements
Eu sou poesia, eu sou o teu tempo:
Suddenly, we're every rime, every song...
Toujours, nous sommes la écrasant passion!
Agora, tu e eu somos além do tempo...
quarta-feira, 27 de junho de 2012
Dois Castiçais
As velas acesas,
é escuro
o dia passou sorrateiro
Já deve ser tarde, amor
Os olhos velam
um ao outro
brincando, sorrindo
Já é tão sincero, amor
As palavras extasiadas
no silêncio dos olhares acesos,
e não existe nada além de dois
Já é tão verdade, amor
Os olhos conversam
noite adentro,
entretidos, ávidos
Já se faz escasso o tempo, amor
Já é tarde,
os olhos bruxuleiam,
mas não se deixam um segundo:
Deixa apagar tua vela ao lado da minha, amor...
é escuro
o dia passou sorrateiro
Já deve ser tarde, amor
Os olhos velam
um ao outro
brincando, sorrindo
Já é tão sincero, amor
As palavras extasiadas
no silêncio dos olhares acesos,
e não existe nada além de dois
Já é tão verdade, amor
Os olhos conversam
noite adentro,
entretidos, ávidos
Já se faz escasso o tempo, amor
Já é tarde,
os olhos bruxuleiam,
mas não se deixam um segundo:
Deixa apagar tua vela ao lado da minha, amor...
Assinar:
Postagens (Atom)
Quem sou eu
- Camille Lyra
- Camille Lyra. O nome fala muito da feição, tanto na sua significância quanto na sua origem; já o sobrenome faz jus à escrita predileta da autora. Sempre curiosa demais, sonhadora demais, ambiciosa demais, romântica demais, intensa demais. E, daquilo que exceder tudo isso, faço poesia.
